“Eu já assisti a aulas de diversos professores, li os materiais, fiz as questões e parece que não entendi absolutamente nada. Isso é normal?”
Se você estuda para concursos, talvez já tenha passado por isso. Recebemos com frequência desabafos de alunos que começam Contabilidade do absoluto zero e sentem que estão simplesmente “apanhando” da matéria.
Mas existe um ponto importante: Antes de concluir que você está mal em Contabilidade, descubra exatamente onde está o problema.
Na maioria das vezes, existem dois cenários.
1. O problema está em um tópico específico
Você entende boa parte da disciplina, mas empacou em determinado assunto.
Pode ser DFC. Pode ser análise de balanços. Pode ser lançamentos. Pode ser algum tópico de Contabilidade Avançada.
Nesse caso, não precisa jogar todo o seu planejamento fora.
Primeiro, tenha autocrítica. Se você estudou o assunto, fez questões e percebeu que realmente não entendeu, não adianta simplesmente seguir o cronograma fingindo que está tudo bem. Mas também não precisa passar uma semana inteira estudando somente aquele tópico.
Faça algo mais simples.
Crie uma pequena “força-tarefa” para derrubar essa barreira.
Imagine que o problema seja DFC.
Você estudou o assunto, foi mal nas questões e percebeu que ainda não domina o tema.
Reserve 30 a 45 minutos por dia durante uma semana exclusivamente para DFC.
Não é uma carga horária absurda. Você continua estudando as outras matérias normalmente.
Durante esses 30 a 45 minutos, sua missão é uma só:
Entender aquele assunto.
Revise a teoria. Veja exemplos. Resolva algumas questões. Entenda seus erros.
No dia seguinte, faça novamente.
E repita durante a semana.
Pode parecer pouco. Mas 30 a 45 minutos todos os dias, durante uma semana, são suficientes para provocar uma mudança enorme na compreensão de um tópico específico.
Dificilmente você chegará ao final da semana sem conseguir resolver questões de DFC que antes pareciam impossíveis.
Depois que essa barreira cair, você volta a colocar aquele assunto dentro da sua carga horária normal de estudos.
Você não precisa abandonar o restante do planejamento por causa de um único tópico.
2. O problema está na base
Agora o cenário é diferente.
Se você olha para uma questão de Contabilidade e não entende nem por onde começar, talvez o problema não seja DFC, lançamentos ou qualquer outro tópico específico.
O problema pode estar na base.
Contabilidade é uma disciplina muito conectada. Os assuntos conversam entre si.
Se você não entendeu a lógica contábil, realmente vai ter dificuldade para avançar.
Você pode até decorar algumas regras. Pode acertar algumas questões. Mas, sem entender a lógica por trás dos lançamentos, das contas, do patrimônio e dos resultados, chega um momento em que tudo começa a parecer um grande quebra-cabeça.
E, nesse caso, não adianta simplesmente fazer mais e mais questões.
Você precisa voltar.
Reconstruir a base.
É como construir uma casa.
Se o problema está no acabamento, você não precisa derrubar a casa inteira. Mas, se o problema está na fundação, não adianta continuar colocando andares.
É aqui que entra a famosa “sandália da humildade”.
Você precisa ter humildade para voltar ao básico. E não há absolutamente nada de errado nisso.
Pelo contrário.
Às vezes, o que está impedindo você de avançar não é a falta de conhecimento sobre assuntos complexos. É a falta de domínio de conceitos que deveriam estar muito bem consolidados.
Como:
- Princípio da competência.
- Essência sobre a forma.
- Débito e crédito.
- Patrimônio.
- Ativo, passivo e patrimônio líquido.
São conceitos básicos. Mas são justamente eles que formam a estrutura sobre a qual boa parte da Contabilidade é construída. e essa base estiver fraca, cada novo assunto parece mais complicado do que realmente é.
Por isso, se for necessário, volte. Reveja os conceitos. Faça exercícios básicos. Tente explicar com suas próprias palavras. E só depois avance novamente.
Existe uma grande vantagem em construir essa base. Você começa a resolver questões mais difíceis usando lógica, mesmo quando não lembra exatamente de todos os detalhes da norma.
É claro que, em algum momento, você precisará conhecer a legislação e as regras específicas. Mas uma boa base permite que você raciocine. Você começa a entender por que determinada alternativa está certa ou errada. E isso faz muita diferença quando a questão apresenta uma situação que você nunca viu exatamente daquela forma.
O que podemos concluir?
Por isso, antes de falar que “Contabilidade não é para mim”, faça um diagnóstico.
Você está com dificuldade em um tópico específico?
Então ataque aquele tópico.
Ou você sente que não entende a lógica da disciplina como um todo?
Então talvez seja hora de voltar para a base.
O mais importante é não tratar os dois problemas da mesma forma:
Uma dificuldade pontual pede reforço.
Uma base fraca pede reconstrução.
Nas duas situações, nós podemos ajudar!
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Você economiza tempo, entende melhor os conceitos e consegue estudar de forma mais direcionada.
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